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Teias

20 de dezembro de 2022 por
Álvaro Gil

Todos os dias somos surpreendidos com as teias que impedem este país de voar. Dou dois exemplos autárquicos.

Os diplomas que vão a votação, têm frequentemente entre centenas e milhares de páginas para analisar. Uma boa parte desses diplomas têm questões técnicas complexas e são disponibilizados à oposição 15 dias antes da votação. Podem ser ilegais ou conter ilegalidades que vão comprometer legalmente todos os que votarem a favor. Ora, como é bom de ver, para evitar este problema muitas vezes vota-se apenas para evitar este problema, em vez de se votar politicamente contra ou a favor.

Bastava que os diplomas tivessem a chancela de que foram analisados e são legais, para que a votação fosse apenas do foro político, como devia de ser.

Outro exemplo. Numa escola pública, existem três entidades públicas a geri-la e a definir o seu orçamento:

O ME que é responsável por fazer escolas e gerir o pessoal docente, a Câmara que é responsável por determinar locais, decidir algumas obras e pagar parte do pessoal não docente e a Junta de freguesia que paga pequenas obras e horas extraordinárias de pessoal não docente. 

A complexidade e sobreposição que implica esta multiplicação de entidades a decidir sobre o orçamento escolar é contraproducente e ineficaz. 

É por causa de decisões deste tipo Portugal não cresce. Para satisfazer os pequenos poderes tomam-se decisões que bloqueiam o funcionamento e o crescimento do País. Localmente e a nível nacional.

Como disse Horta Osório, o português mais ouvido e respeitado no mundo dos negócios, “em dez seria possível duplicar o rendimento do país”. 

Horta Osório não o disse, mas digo-o eu:

Para isso Portugal tem que votar Iniciativa Liberal.

É urgente simplificar Portugal. É imperativo votar Liberal.

Liberalismo Novo, Socialismo Velho